terça-feira, 21 de junho de 2011

Uso do Computador na Educação Infantil

Uso do computador na Educação infantil.


O educador precisa dominar informática?


Não, mas é imprescindível estudar antes o que vai ser apresentado para a criançada, tanto para saber se o material tem qualidade didática como para planejar os encaminhamentos. No caso do uso da internet para fazer pesquisas, é preciso cuidar para que a turma não acesse sites inadequados para a faixa etária ou pouco confiável, que podem fornecer informações de qualidade duvidosa.

É cada vez mais presente no discurso dos educadores a ideia de que computador na escola só se for para ser usado como ferramenta pedagógica a fim de proporcionar aprendizagens às crianças.
Porém, quando esse é o assunto no currículo da pré-escola, ainda existem muitas dúvidas - inclusive na cabeça dos pais. Será que a máquina é realmente útil ou, no fim das contas, acaba virando mais um brinquedo na mão dos pequenos?

NOVA ESCOLA consultou especialistas, que responderam a 13 perguntas sobre o tema para ajudar você a lidar com o assunto de forma prática e inteligente.




Por que os pequenos devem usar o computador?


Primeiro porque é papel da escola apresentar os elementos do mundo em que vivemos e ensinar como interagir com eles. Segundo porque, ao planejar trabalhos com o computador na pré-escola, o educador permite que a turma desde cedo acesse diversas manifestações da linguagem. "O importante é não esquecer de que a tecnologia tem de ser usada para expandir conhecimentos. Não vale usá-la de maneira gratuita", diz Maria Virgínia Gastaldi, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.


E o aluno que nunca teve acesso à informática?


Mesmo para essas crianças, não é necessário fazer uma apresentação formal. O educador é sempre a referência para a turma. Então, basta que, ao começar uma atividade qualquer, ele explique os objetivos e descreva o que está fazendo. A tecnologia faz parte da cultura e a escola é responsável por fazer com que a criançada tenha acesso a ela.  "Quem tem o recurso em casa leva para a escola novos elementos e compartilha com os colegas. Quem não tem adquire a chance de desenvolver as mesmas habilidades, passando a fazer parte do mundo digital", explica Camilla Duarte Schiavo Ritzmann, coordenadora pedagógica da Escola Santi, na capital paulista.


Os pequenos podem brincar com o computador?


Sim, desde que as brincadeiras não sejam passatempos, atividades que não se refletem em aprendizagens. O educador tem de eleger jogos e programas interativos que agreguem o trabalho com os conteúdos didáticos explorados na pré-escola.


Qual o tempo ideal de uso da máquina por dia?

Não existe uma medida-padrão. O importante é balancear essa atividade em relação a outras típicas da Educação Infantil, como a roda de leitura. Na sala da pré-escola da CMEI Nossa Senhora de Fátima, em Curitiba, o computador fica em um dos cantos, tal como o da cozinha, da leitura e dos jogos. "A intenção é justamente diversificar a oferta de possibilidades", explica a professora Joseana de Almeida Fonseca Fontoura.


Ter acesso à internet é fundamental?

Embora não seja obrigatório, é difícil conceber um computador que não esteja conectado à rede mundial hoje em dia. Ela é uma ótima fonte de pesquisa e o acesso está cada vez mais fácil para a população. No mais, a interação virtual é um aspecto que deve ser apresentado às crianças e estimulado. É muito enriquecedor mostrar a possibilidade de buscar informação em lugares que muitas vezes estão longe de onde a criançada.
Sim, para que a turma conheça outra forma de criar desenhos. "Porém um equívoco muito comum é imprimir os trabalhos", diz Silvana Augusto, formadora do Avisa Lá. É um gasto desnecessário de material e, transferindo a produção para o papel, o educador limita as possibilidades de uso da máquina. Por exemplo, propor que as crianças alterem o material para usá-lo em outros projetos.


Tecnologia desestimula a leitura de livros?

Não deveria, já que se trata de suportes diferentes, tal como a televisão e o rádio, e um não substitui o outro. É importante compreender que é preciso lidar com todas elas. Enquanto no computador a leitura pode ser complementada com recursos audiovisuais usados de forma interativa, com o livro, fica mais ao cargo do leitor interpretar o texto.


Aprendizagem da escrita à mão fica prejudicada?

Não, porém é tarefa do educador garantir que o trabalho com lápis e papel e com letras móveis ocorram também. Naturalmente, muitos adultos hoje não escrevem à mão com a mesma freqüência de antes e essa deve ser uma tendência entre os pequenos. Mas como há situações em que a escrita de próprio punho não pode ser substituída (por exemplo, quando as crianças estão em um estudo de campo e precisam fazer anotações), é fundamental garantir essa aprendizagem. “A criançada precisa aprender todas as possibilidades da escrita para que possa escolher qual é a mais adequada para usar em cada situação”, fala Silvana.


Qual deve ser o foco do trabalho com as crianças?


Por ser uma ferramenta para ajudar na ampliação dos saberes (e não o objeto da aprendizagem), a máquina deve ser incluído na rotina para a realização de pesquisas na internet, o desenvolvimento de projetos ou para o uso de jogos que tenham como tema algum conteúdo que esteja sendo explorado no momento, dentre outras possibilidades (leia a seqüência didática). Não faz sentido reservar um tempo para aulas de informática a fim de ensinar como usar o mouse ou identificar os símbolos. Enquanto praticam a escrita do nome próprio, por exemplo, todos aprendem a operar o aparelho.

Uso do computador na Educação Infantil
CONCLUSÃO
 
É de grande importância que a Escola esteja adequada às necessidades tecnológicas, e que o professores estejam dispostos a utilizarem essa nova ferramenta que poderá intervir na aprendizagem dos alunos da Educação Infantil.
As atividades devem ser contextualizadas no projeto pedagógico da escola, em vez de “aulas de informáticas”, deve ser “aula com informática. Computador dever ser visto como uma ferramenta pedagógica para criar um ambiente interativo que possibilita o aluno a pesquisar, investigar, criar e assim construir seu próprio saber. Segundo Piaget, a inteligência surge do processo evolutivo no quais muitos fatores devem ser tempo para encontrar seu equilíbrio”; assim o computador é apontado como um facilitador do desenvolvimento natural da criança que “brincando”está construindo seu próprio saber. Assim o professor transforma o ensino tradicional em aprendizagem contínua, facilitando o diálogo, a troca e a valorização das habilidades de cada aluno. Professor e aluno tornam parceiros nesta busca do aprender. Professor não tem que se preocupar com substituição “dele” pelo computador, pois antes da tecnologia vem à metodologia, e ele passa a assumir a função de mediador nas atividades desenvolvidas.
A verdadeira função do professor não deve ser a de ensinar, mas sim a de criar condições de aprendizagem.

Fonte bibliográfica : Nova Escola


Trabalho elaborado por:

Elias de Sousa Martins              - C.E. F. nº 04    Gama-DF

marlene feitosa farias chaves   - jardim de Infancia nº 05 - Gama-DF

Um comentário:

  1. Marlene, o tempo urge, está passando da hora de incluir a criançada no mundo digital.

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